quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Aula 23/10 Texto de Lynn Mario
Memória da aula: 23/10/12
Orientações gerais:
Prof. Dr Luiz participou da ANPED- alunos devem apresentar trabalho na ANPED
Pede para levantar os livros relacionados a nossa pesquisa para a biblioteca comprar
Luiz participou de 2 fóruns na ANPED: o de editores de revistas acadêmicas e o de coordenadores de cursos
A próxima Anpedinha será em Minas
Lá na ANPED, 130 cursos de pós-graduação em educação - reunião anual
Uma das discussões que ocorreram: diferenciação entre ensino e educação- cursos que tratam das técnicas de ensino e pouco para reflexão
Outro problema sério- número de orientandos por orientador na pós-graduação
Ver biblioteca da educação Ed. Cortez ( lista dos novos livros)
As áreas da educação 24 eixos de pesquisa: (ver no site) da ANPED e conferir no lattes
Sugere conhecer; J. Borges- xilografia na internet
Olhos que pintam- leitura da imagens e arte.
Outra discussão: Tecnologias- inserir tecnologia sem pensar no seu uso crítico é um erro.
Educação a distância; abordagens críticas- ECCOs – revista científica- UNINOVE ( publicações)
Os colegas Margly e Octaly apresentaram o texto de Lynn Mario:
SOUZA, Lynn Mario T. Menezes: Para uma redefinição de Letramento Crítico: conflito e produção de significação. Disponível em Academia. Edu:
Quem é o autor- contextualizaram a formação e obra. Ler o que não está explícito..
Margly lembra como a questão do repertório é importante e relaciona sua leitura à sua dissertação de mestrado
Escutar e ouvir- olhar o outro. O eu e o não-eu de Paulo Freire.
Apresentaram ainda ( Margly e Otaly) uma entrevista de Lynn Mario no youtube
Prof. Luiz comenta:
Letramento: envolve escrita como prática social ( não apenas dominar um código mas o uso deste código no ambiente. Ex: saber adequar a fala em cada prática social. Podermos ser letrados em uma prática social e não em outras.
Nosso curso trata das práticas de letramento com as novas tecnologias. Alfabetização ainda está focando no código linguístico. O letramento que tratamos vai além (gestual, tipográfico, imagético, auditivo etc) Por isso, falamos letramentos no plural porque são dependentes de contextos. Os letramentos são situados, não são genéricos.
Estamos falando de uma coisa que a escola não consegue entrar. Novos letramentos são coisas que só podemos fazer com as tecnologias atuais: ex remix digital. Também não é genérica a idéia de novos letramentos já que o que é novo para uma cultura pode não ser para outra.
Letramento em duas dimensões: individual e social. Cada um domina determinadas práticas e socialmente isso tem um impacto Ex: nossos blogs( individuais) têm um reflexo social.
O letramento como prática social é, porém, sempre ideológico. Sempre que eu falo eu emito com minha história ( como homem, como mulher, professora) tudo acaba se revestindo de um componente ideológico( que é tb individual e social). Ex falo em nome de professores, de pais ( eu + a minha classe)
Lynn Mario- contexto ( cultural, situacional, histórico, genealógico)
O nosso jeito de ser ( brasileiro) é da nossa história genealógica ( colonizado). Índios só se tornaram diferentes com a colonização. A história internacional de colonização que trouxe a questão das diferenças. Como o colonizador era opressor a idéia da diferença tb causa opressão.
Genealogia- ver Homi Bhabha e o contexto cultural. O mesmo texto pode ser lido de forma diferente por um homem ou por uma mulher.
Antes falava-se em conscientização como metacognição (erro de interpretação). A conscientização aqui é retomar o conceito de agência: não basta ser reconhecido como ser diferente mas fazer diferente. No nosso conceito lingüístico e sociológico de agencia não adiante apenas sonhar ( sonho que se sonha só e sonho; sonho que se sonha junto é realidade...) não é isso...
Diferença entre texto e discurso. O texto é produto cultural que se utiliza de códigos para propor um tipo de mensagem. O discurso é o texto na ação do tempo> ela passa então a gir dentro de um contexto, por ex. discurso jurídico. É preciso ver as condições de produção e as de recepção. Um mesmo discurso político, por exemplo é visto de maneira diferente num intervalo de 10 anos...
Diferença entre o ser e o fazer. Edupunk ( imagem de peixinhos indo para um lado e só um indo para outro lado) – fazer diferente- fazer o que ninguém está fazendo. O punk na educação: “faça você mesmo” ( ceda pouco às forças institucionais...) e “para mim nada, para nós tudo”.
A ideia do espelho- conhece-te a ti mesmo. Embate filosófico: não dá pra conhecer-se a si mesmo sem o outro.
Letramento crítico- a adjetivação crítico seria dispensável se vermos letramento sempre como relação eu-outro, já que a linguagem permeia todas as relações.
Letramento Crítico- é reconhecer as motivações de quem escreveu ( classe social, ideologia, o não-dito, os pressupostos, o subentendido, entre outros) , conscientizar-se , tomar posição e agir.
Conscientização-esforço de compreensão do mundo histórico-social sobre o que está intervindo ou se pretende intervir politicamente.
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